terça-feira, 30 de novembro de 2010

Calma: conselheira dos sábios




Houve uma vez, há alguns anos, que participei de um julgamento pelo Tribunal do Juri, na qualidade de advogado de defesa. Terminado o julgamento, nem a minha tese e nem a do Ministério Público foram inteiramente vitoriosas, posto que, enquanto eu defendia a absolvição do acusado, o Promotor de Justiça lutava pelo seu libelo , pela condenação, por homicídio duplamente qualificado. Por que não houve vitória para qualquer dos lados? Porque houve condenação por excesso culposo. Essa figura jurídica, grosso modo, se caracteriza pelo uso excessivo da legítima defesa. Vale dizer que o sujeito está com a razão, mas usa de força desproporcional no intuito de se defender. É mais ou menos por aí.

A lembrança do fato jurídico me veio ainda hoje, ao ler um post muito bem escrito, refutando um outro. Acompanho o raciocínio do articulista, dou-lhe inteira razão quanto ao conteúdo e fundamentos do escrito, mas discordo do tom. Seria perfeito se o tom fosse menos belicoso. Reafirmo que a hostilidade gratuita, desnecessária, enfraquece os fundamentos do escrito, ainda que não possa ser considerado ofensivo.

Discordo dessa conversa tão em voga nos meios acadêmico-teológicos, especialmente usada por intelectuais belicosos, no sentido de que na argumentação tudo é permitido, desde que circunscrito a certos aspectos morais e éticos. Antes que me acusem de defender uma falsa camaradagem cristã, falsa humildade ou falsa piedade, quero me antecipar aos supostos detratores afirmando veementemente que não! Acredito que a verdade pode e deve conviver bem com a boa educação, com a civilidade e com o respeito ao próximo, especialmente com os domésticos da fé.

Começo a sentir "urticária" logo que vejo uma pretensa casta a se afirmar em tudo. Na superfície, eles defendem a completa liberdade de expressão e crítica, porém, os seus argumentos são sempre irrefutáveis... Como que se arrogam a donos da verdade, já que todo e qualquer argumento contrário tecido contra aquela postura é reputado como nada!

É, de tudo isso também me canso.

Confesso que sou avesso a grupelhos. Mesmo cristãos, quando se unem em "pacto de mútua proteção", tornam-se cansativos e pretensiosos.

Penso ser possível e salutar refutar o interlocutor com uma certa sobriedade, mais ainda quando se trata de um irmão cristão. A truculência, ainda que respaldada em argumentação bem elaborada , continua nociva ao desenvolvimento do diálogo. E não perde aquele caráter de truculência.

Obviamente que não defendo a hipocrisia disfarçada de amor cristão como obstáculo à defesa da Verdade escriturística. Isso é balela, falácia de fraudadores! Assim como também me posto diametralmente contra o endurecimento gratuito, a palavra desnecessariamente rigorosa, a dureza excessiva. O que se ganha com isso entre cristãos? Onde levará essa disputa?

Amedrontam-me os que citam as palavras de Jesus contra os fariseus para justificar o seu tom, qualquer que seja. Acho a postura no mínimo temerária. O contexto em que Jesus disse aquelas duras palavras (raça de víboras) pode não se aplicar ao exemplo citado, tampouco os autores se confundem...

O certo é que por vezes todos nós erramos, seja na argumentação ou no tom. A crítica é salutar, desde que postada nos limites do respeito e da civilidade - e do amor cristão, por que não?


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sábado, 27 de novembro de 2010

Sobre o meu desânimo...



Engolfado pelo desânimo eis-me aqui. Não que não tenha o que falar, pois eu tenho, e muito! O texto está definido em minha mente, as palavras são arquivadas, o raciocínio salva-se intacto. E ainda assim, perdura o desânimo, a me impedir de tornar as palavras factuais. A última fase, o colocar as palavras, a efetivação do raciocínio para ultimar o texto é que teima em não acontecer.

É um desânimo sem razão aparente, tal qual a languidez dos preguiçosos contumazes, mas sem rancor e sem dor. A tristeza não acompanha este meu desânimo, não há amargura a "maculá-lo". Posso afirmar que é um desânimo "limpo", quase inocente.

Pode até ser que eu esteja afetado por um conjunto de informações "subliminares", teimando em batucar no meu inconsciente sem que eu saiba, mas sentindo os efeitos colaterais desse registro oculto. Resultado dessa languidez, quase tristeza, pode até ser a observação quieta de mesquinharias que vejo aqui e acolá. Mesmices a se multiplicar nesse rico mundinho virtual; homens que se constroem e se desconstroem em instantes fugidios; personalidades que se aclaram, emergendo sem os disfarces cuidadosamente cultivados... Parece que este meu desânimo me confere a "oportunidade única" de ver as mazelas alheias, ao mesmo tempo em que penso sobre "a trave que recai sobre os meus olhos opacos...

Quantos sepulcros caiados recheados de ossos secos e pútridos! Quanta arrogância , quanto orgulho mal disfarçado! E o meu desânimo a crescer...

Sim, eu também tenho as minhas mazelas, a minha fatia de insensatez. Sou pleno na minha humanidade, mas deixo que os "outros" se preocupem em me (des) qualificar. Certamente que alegremente o fazem!

Como cristão sou pequeno. Na vida, não chego a ser expoente em nada. Mas houve tempo em que eu pensava ser... Melhor agora, que sei não ser. Porque não sendo, posso almejar ser...

Há pessoas que se sentem grandes, agigantadas pela sua própria pretensão; e este olhar torto de si mesmas fazem-nos ainda menores do que são. E eu vejo tudo isso. E o meu desânimo aumenta...

Todavia, sou um cristão, pequeno que seja, mas sou! E sendo, devo amar os meus semelhantes, mesmo os piores, ainda que sejam verdadeiramente grotescos. Sou bom? Sou nada! Que a minha afirmação anterior seja levada a sério! Não quero correr o risco de ser tachado de "bonzinho", ou de vender uma imagem falsa de mim mesmo.

Aqueles que me conhecem, sabem bem como sou: um emaranhado de qualidades e defeitos, assim como a maioria dos meus semelhantes, com exceção daqueles que se querem invulneráveis às misérias e mazelas próprias da humanidade falha, leviana e inconstante. Eu me canso desses tais... são pessoas que não admitem a crítica, por menor que seja. Quero me relacionar com os irmãos pequenos como eu mesmo sou. Eles não me intimidam. Mas, como eu, são também pecadores que encontraram o Redentor , creditando a ele, somente a ele, todo o mérito pela redenção em processo.

Nada tenho mesmo a dizer, caros (poucos) leitores , a não ser, declarar este meu desânimo. Porém, com a esperança imorredoura de que vou seguindo, às vezes firme, outras não; caindo e levantando, mas mantendo a esperança intacta de que Cristo vive em mim. E tudo que sou - mesmo este pouco - sou por intermédio dele.

Honra e glória ao Altíssimo!

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sai pra lá capiroto!




Nada melhor para trazer o bom humor de volta - e que me desculpem a redundância - do que ouvir boas histórias. Principalmente histórias de "crente".

Confesso que andava meio acabrunhado nos últimos dias, querendo escrever algo, sentindo falta disso, mas a inspiração e a vontade definitivamente não floresciam. As teclas do computador queimavam os meus dedos. Eis que então recebo um telefonema do meu querido irmão Tairone, um cristão respeitável, tradicional (no sentido de manter-se na suficiência das Escrituras), conservador até as "raízes dos cabelos". Porém, outras qualidades compõem o caráter do mano, e uma delas é o bom humor, a grande capacidade de narrar histórias, contar "causos" . As narrativas são permeadas de um riso alegre e incontido, com a força de levar o interlocutor às gargalhadas, o que acontece comigo praticamente todas as vezes em que falamos, tanto pessoalmente como por telefone.

Pois bem, da última vez não foi diferente. Telefone toca, Tairone na linha, cumprimentos iniciais, amenidades tantas e lá vem ele com a sua história:

-"Ricardo, você nem imagina o que me aconteceu, fui convidado a participar de um culto numa congregação por um grande amigo e lá fui ter com ele. E chegando lá..."

Farei uma pequena interrupção para explicar que o meu irmão detesta misticismos. É um cristão estudioso, inteligente, com raciocínio bem elaborado e, principalmente, racional, na medida em que consegue exercer um cristianismo focado na Palavra e sem qualquer necessidade de "outras vestimentas", emocionalismo, êxtase, etc.

A narrativa segue seu curso, enquanto eu, imaginando o que viria, já começava a me divertir:

- "...Chegando lá já vi logo uma senhora sentada à frente no pequeno templo com um baita véu branco cobrindo-lhe o rosto, e então perguntei ao meu dileto amigo: - que negócio é esse, aqui vocês usam véu, como na igreja Cristã no Brasil? E o pobre, quase tão assustado como eu diz: "sei disso não!"

Olha, confesso que nesse momento eu já estava me dobrando de rir no telefone, somente de imaginar a cara de desgosto, susto e descontentamento do meu irmão. Lembrei-me que quando passei pelo reteté na minha antiga igreja ele me acompanhou todo o tempo, aconselhando, contemporizando e sempre tentando dar uma dimensão menor aos fatos. Mas continuemos:

"... Não sabe disso como? Olha lá a mulher com o véu na cabeça! Imagino que o Tairone pensava lá com seus botões: a igreja é dele, o pastor também, como ele não sabe explicar o véu? Mas vá lá - continuou ele em sua narrativa - "sentamos - e a mulher começou a andar na frente de um lado pro outro... pensei, isso vai dar confusão, esse negócio não está certo. O pastor pregando com todo aquele sobrenatural neopentecostal e a dita mulher do véu andando de um lado pro outro à frente."

A narração segue, enquanto eu, entre risos do meu lado da linha ia prevendo os acontecimentos. Prosseguindo, diz o Tairone:

"...Vi que o pastor foi ficando incomodado. Enquanto isso, um grupo de pessoas ia tendo as suas mãos ungidas, por uma espécie de óleo - e eu ficando mais e mais cabreiro. Eram os tais intercessores. Os sujeitos começaram a andar nos corredores, pegando um aqui e outro ali, abraçando e colocando uma das mãos na testa dos coitados e simultaneamente grunhindo e cochichando no ouvido da vítima por longo tempo."

Confesso que nesse momento eu já começava a passar mal de tanto rir, somente ao imaginar a cara engraçada do Tairone, todo sério, olhando aquela patacoada (e estou rindo muito nesse momento ao escrever isto). Prossegue então ele com a narrativa:

"... quando aqueles caras foram se aproximando de mim eu vi que poderia ser também uma vítima; certamente eu seria, e só de pensar nisso meu estômago se revolvia, o mal estar foi tomando conta de mim. E eles se aproximando... De repente me levantei de um pulo e saí quase correndo do "recinto", sem nem mesmo esperar o meu colega".

Caros amigos, aí eu não consegui mais me segurar, ri até não poder mais, construindo toda aquela cena hilária na minha mente: o Tairone correndo em disparada, escapando de ser todo lambuzado de óleo, enquanto cá comigo eu o via olhando pra trás desesperado, gritando e pedindo socorro (era só o complemento que eu criara na mente no ápice da história) e os "intercessores" na sua "cola", gritando pra que ele parasse pra ser ungido.

Ao fugir do "terreiro" ele me disse que não resistiu a olhar lá de fora, escondido atrás de um carro, à continuidade daquele teatro de péssimo gosto. Até que o seu amigo voltou. Ao retornarem à segurança das suas casas o Tairone passou uma descompostura no camarada acrescentando peremptório: " - não me chame mais pra isso!!!"

Moral da história: Pra encontrar o capiroto, basta ir a uma "igreja" desconhecida na companhia de um "crente" místico.

Ps: Querem saber de uma coisa? Foi muito bom, pois a história me fez rir muito, mudando completamente o meu humor (mas foi bom para o Tairone aprender que eu não exagerava quando lhe relatava as desventuras que passava na minha antiga igreja). Hehehe.

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A humanidade em Cristo




O cristianismo nos faz refletir diariamente, estamos constantemente a descobrir "novidades" que emergem da Bíblia. Convivemos muitas vezes a vida inteira com certas afirmações bíblico-doutrinárias sem, contudo, nos aprofundarmos no entendimento das questões. Como que aceitamos o fato óbvio pela fé.

Já não é de hoje que tenho pensado seriamente sobre a humanidade de Cristo. Eu diria que esse "mergulho" se intensificou mais ainda a partir do momento em que sucumbi maravilhosamente às doutrinas da graça, tornando-me um reformado convicto, um calvinista imune a toda e qualquer manifestação ou experiência que não seja bíblica, ainda que "espetaculosa".

Dito isto, e ainda não envolvendo especificamente a pessoa do Cristo, a indagação que deve ser feita é: "O que define a minha humanidade"? O que me torna um homem, um ser humano? Por um determinado aspecto a resposta poderia ser objetivamente sumária: o intelecto, a capacidade de poder reconhecer a minha própria existência, o raciocínio lógico. Porém, eu diria que o que define a minha e a sua humanidade é algo mais. Sou um homem, ao invés de um deus, ou de uma entidade sobrenatural porque tenho um corpo. Portanto, o corpo físico me define como homem e me diferencia de um deus, ou de uma entidade sobrenatural, metafísica, imaterial. Portanto, a corporeidade é uma marca que nos define e nos diferencia dos espíritos puros.

Sou um homem porque tenho uma estrutura física palpável, ocupo espaço, posso ser sentido através do tato e dos demais sentidos. Tenho músculos e tendões; a minha carne sangra; eu me alimento para nutrir e manter este corpo físico.

Cristo, pelas informações que temos na Bíblia - e isso é inconteste - também possuía todas essas características que eu e você possuímos. Logo, pelo aspecto puramente biológico e natural, o Cristo encarnado era inteiramente humano. Não há indício ou evidência mais tênue que lhe tire essa qualidade.

Fui levado à presente reflexão ao ler um post no blog do Pastor Geremias do couto , da sua pena, que exatamente fazia algumas considerações sobre o assunto. E as referidas considerações são muito pertinentes, posso afiançar.

Voltando ao Cristo homem, pelo aspecto biológico não resta a mínima dúvida de que o Salvador encarnado possuía um corpo físico tal como o nosso. Pelo aspecto religioso, metafísico, guiados e orientados pela fé (Hebreus 11), temos a certeza indubitável de que aquele que nasceu da virgem e que foi precedido por João Batista também é Deus. A minha certeza se consubstancia na fé, a mim revelada pelas Escrituras. Cristo foi anunciado ainda em remotas épocas (Salmo 22; Isaías 53), e tal como descrito dez séculos antes do seu nascimento, o seu infortúnio e a sua morte vicária ocorreu com riquezas de detalhes. Portanto, aquele que se encarnou no tempo, morreu crucificado pelos pecados de muitos , gozava de duas naturezas em uma unidade.

Posso afirmar categoricamente que aquele que veio, nascido de mulher, chamado Jesus Cristo, era(é) homem e Deus. Igualmente posso afirmar que as duas naturezas eram e são completas no mesmo ser, pois Deus nada faz incompleto. Outrossim, refutar a certeza bíblica da inteira humanidade e deidade de Cristo é andar perigosamente à beira do abismo doutrinário, flertando com a heresia. Muitos tentaram e foram vigorosamente combatidos, como os arianos, monarquianistas e tantos outros, tendo as suas tentativas frustradas pelos Concílios que sobrevieram (Nicéia e Constantinopla).

Diante do que foi revelado nas Escrituras Jesus Cristo procede de Deus-Pai, sendo a segunda pessoa da Trindade; é eternamente gerado, partilha a mesma substância com Ele (essência), não sendo a Ele subordinado em essência, porém, sofrendo subordinação em relação à função (Deus-Pai e Deus-Filho), especialmente no que se refere ao plano de redenção gestado na eternidade e executado no tempo pelas três pessoas da Trindade: Deus-Pai, Filho e Espírito Santo.

Pelo que foi exposto reafirmo peremptoriamente que Jesus Cristo é eternamente homem e Deus a partir da sua encarnação, com as duas naturezas completas, a despeito de qualquer jogo semântico que se queira fazer com o intuito de inovar a questão.

A ele honra, glória e exaltação!


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sábado, 30 de outubro de 2010

Deus: razão, lógica e fé




A conclusão inabalável a que cheguei depois de muito meditar é que Deus é uma necessidade do ser humano. Você poderá me dizer que essa conclusão é por demais óbvia, uma vez que Ele é o Criador, sustentador e mantenedor da vida. No entanto, a minha afirmação inicial tem um alcance muito maior, na medida em que afirmo que Deus é necessário não somente para crentes, cristãos verdadeiros, mas até para incrédulos, ímpios, agnósticos, ateus. A tradução que faço é que sem Deus não há felicidade e nem completude, visto que sempre faltará algo àquele que elimina o Criador de sua vida.

Ao longo da história da humanidade muitos tentaram provar a não-existência do Deus Altíssimo, passando pela filosofia, naturalismo, especialmente pelo ramo da biologia. O ponto crucial é o início, o gatilho que deu partida ao universo. A ausência total de matéria, a densa escuridão dando origem à centelha inicial que o homem denomina de big bang. A partícula primeva nascida do "nada" (nihil) e a absoluta impossibilidade do seu surgimento aleatório... Neutrons, fótons, elétrons, a molécula infinitesimal de energia encadeando uma reação concatenada a formar um universo tão complexo e único. Impossível se falar em uma ordem perfeita nascida do caos... A ciência não consegue escapar desse imbróglio, e muito menos desatar o nó lógico.

Os mais empedernidos ateus, críticos cáusticos de Deus, como Richard Dawkins; naturalistas como Thomas Henry Huxley; físicos como Stephen Hawking, todos eles se perdem em seus juízos científicos, ou em seus "experimentos". No máximo, conseguem "tornar a verdade em mentira" mediante loucos exercícios de acrobacia intelectual. O certo é que a criação não pode ser provada empiricamente e nem conhecida mediante axiomas.

Ouso dizer que a gama de cientistas que tenta eliminar Deus da sua mente e das mentes de toda a humanidade mal consegue explicar o universo como ele é visto. Olhos humanos e eletrônicos incapazes de enxergar além das suas frágeis limitações, e ainda assim querendo explicar o que sequer veem! Astrônomos que gritam a descoberta de um "novo astro" a não sei quantos milhões de anos luz enquanto tantos outros milhões (de astros) se "escondem" por trás da pequenez e da incapacidade humana...

De observação em observação e ao longo de muitos séculos o homem conseguiu chegar à conclusão de que a terra é redonda e levemente achatada nos pólos - e que não está localizada no centro do universo. Com o advento dos grandes observatórios astronômicos a visão se ampliou e chegou-se à certeza de que este pequeno planeta em que vivemos está localizado em uma galáxia, dentre milhões de outras.

Nem mesmo a imaginação pode chegar à grandeza do universo. A lógica humana é por demais ignorante para apreender o que está ao redor em um mero exercício de raciocínio, porque o que vemos transcende ao que podemos apreender, ainda que munidos da mais alta tecnologia de observação, como os super telescópios, a exemplo do Hubble e do Herschel.

Não há resposta fora de Deus. Há somente loucura. A investigação filosófica por si só também não ultrapassou a encruzilhada que desemboca em Deus. Nem socráticos, nem sofistas, nem aristotélicos, tampouco platônicos conseguiram ir além de um pequeno "demiurgo" imóvel, ou de um "ato puro", todos sem qualquer personalidade. O homem, definitivamente, não é a medida de todas as coisas, como quiseram os sofistas subjetivistas e céticos (relativismo prático).

Ainda que se dê um viés metafísico e ontológico à filosofia, como em Platão, mesmo assim, dissociado da revelação não se chega à plenitude da verdade (Deus, revelação). A razão e o intelecto não conseguem romper a barreira do conhecimento para chegar à explicação inicial de "onde viemos, o que somos e para onde vamos".

Deus é a resposta, é o início e fim de todas as coisas.



Romanos 11: 33 Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! 34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? 36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente.

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sábado, 23 de outubro de 2010

Presidente falastrão do "Partido dos deturpadores"



O último episódio ainda bem vívido nas mentes dos brasileiros envolvendo o molusco (Lula) mostra a infinita capacidade que tem o PT de esmagar as instituições e pisotear a democracia. Refiro-me à "bolinha de papel" jogada no candidato à presidência pelo PSDB, José Serra. É bem verdade que houve desmentido cabal sobre a mistificação criada pelo presidente a respeito da tal "bolinha", uma vez que o Jornal Nacional mostrou que outro objeto mais contundente e pesado atingiu o candidato cerca de quinze minutos após - e este sim, capaz de causar danos físicos.

Como sempre a política partidária do PT com os seus "militantes" afronta as regras mais comezinhas da moral, da ética e dos bons costumes, trilhando perigosamente os desvios que margeiam o abismo e os desvãos da legalidade. O pior é que as brechas da lei facilitam as malfeitorias do "partidão", na medida em que "autoridades" da República, desta nossa "Pasárgada", exercitam tão faceiramente o submundo da campanha. Por submundo não entendam que eu me refiro a clandestinidade, pois o presidente pinta e borda publicamente ao mentir sobre fato notório, provado e comprovado com imagens e análise criteriosa. Porém, a verdade pouco importa a essas pessoas, posto que o importante é a "versão dos fatos" que eles criam, ainda que contrariando o fato concreto, real. A mentira toma cores vivas, e de tanto ser exercitada - pensam eles - se transforma em verdade.

Enquanto tudo isso acontece, a população brasileira já tão sistematicamente bombardeada com os péssimos exemplos vindos do governo barbudo e do seu partido, perde gradativamente a capacidade de reagir, agir e julgar segundo critérios sãos. Os crimes mais vis, as mentiras mais espalhafatosas passam a ser recebidas e processadas com majestosa indiferença, quando não, concebidas com falsa indignação erigida contra a própria vítima. Eis então que o governante desta nossa 'Pasárgada" se fortalece cada vez mais e avança vergonhosamente em suas atitudes tresloucadas, como temos visto nos últimos dias.

A militância bandida, vendo o chefe da nação a lhe dar respaldo, perde o resquício de sensatez e então passa a usar a força, o constrangimento ilegal, o abuso, contra "todos aqueles que pensam diferente", com as suas milícias de soldados sem farda , de roupas vermelho-rotas. Milícia armada de "foices e martelos". Salve-se quem puder! Pescoços vão rolar!

O último bastião é a lei, que, sozinha, nada faz, pois não tem vida própria. É preciso que os Tribunais se levantem, que executem os instrumentos legais, que usem a força da sanção. Ah, os Tribunais...

Assistimos com vergonha aos últimos acontecimentos, assim como assistimos antes ao mensalão, aos dossiês gestados nos gabinetes do Planalto e tão ricamente expostos pela mídia; às negociatas urdidas nos corredores da casa vil - opa, civil! - , aos "dinheiros" escusos e guardados nos locais mais estranhos, etc, etc. Impossível enumerar tantos escândalos que vimos ser noticiados na mídia ao longo dos oito anos de governo do Partido dos Trabalhadores.

E, pior de tudo, vejo pipocando por todos os lados cristãos que se engajam na "luta operária", de olhos vendados contra a imoralidade, infectados por estranha letargia moral e ética, como que esvaziados de tais valores. Cristãos que justificam o erro sob o diáfano argumento de um bem comum e uma "distribuição de renda" que não deve se dissociar daqueles outros valores, antes devendo estar atrelados a eles.

É muito estranho o que está acontecendo. Os verdadeiros valores que advém da Lei Moral são colocados à margem. Buscam-se resultados, pouco importando os meios que são usados para atingir o fim que se quer.

Eu ainda fico com a lei, com a democracia (mesmo incipiente e falha), com o Direito, com a verdade. E, mesmo que o meu candidato perca, eu ganho. Perco, sim, a "peleja", mas não a integridade.

Que Deus nos ajude. Uma coisa é certa, a despeito desses tais que pensam "fazer acontecer", Deus tem o controle e o governo de tudo. E nada, nem uma vírgula sequer, acontecerá fora da sua vontade e do seu decreto. Esse é o grande consolo.


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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilma ou uma barata?



Há poucos dias afirmei em uma conversa privada o que torno público agora: entre Dilma e uma barata, voto na barata! Não voto na Dilma e nem no Partido dos Trabalhadores por uma série de motivos notórios, dentre eles, porque têm viés marxista-esquerdista.

Não pertenço a qualquer outro partido político opositor ao PT, logo, meus supostos críticos não poderão usar contra mim o argumento do partidarismo, ou da ideologia partidária. Não sou sectário , enquanto o partido "do Lula" pratica o sectarismo mais infame, que jamais se viu outrora "na história deste país". Abomino tanto o pragmatismo religioso, como o político. Não comungo do jargão do "rouba mas faz", tão em voga no governo Maluf. E que vem se repetindo no governo do PT, bastando observar as pencas de escândalos que se sucedem "nas barbas do operário" (operário?).

Não voto em ladrões e corruptos, ainda que se queira justificar as suas ações em razão de uma tortuosa moral e de uma ética claudicante. Não elejo tiranos, e muito menos faço elegias a eles (com o perdão do trocadilho)

Certamente me faltam armas poderosas para lutar contra Lula, Dilma, Genoíno, Zé Dirceu, bem ainda contra o "Partido dos Trapaceiros", todavia, ainda que perdendo o pleito, manterei intacta a honra e os princípios que me tornam um cidadão. Nego-me a aplaudir negociatas, sejam políticas ou privadas, e não me tornarei cego para falcatruas, representadas por dinheiro na cueca, mensalões, propinas, etc. Quero um Estado limpo, um país que cultive valores morais e éticos à toda prova - ainda que isso seja apenas utopia na atualidade, especialmente sob o governo petista.

Estou me lixando para o "crescimento da economia, o bolsa família, os juros do mercado financeiro, a flutuação cambial, o déficit público e o superávit comercial. Pouco me importa se o IDH brasileiro melhorou no governo Lula, ou se a saúde piorou; se as reservas decuplicaram e se os investimentos externos quintuplicaram. Importa a mim, que o governante seja um estadista sério, que paute as suas ações pela honestidade e visando o bem comum; acima de tudo, respeitando as leis.

Tenho como primordial que o presidente não justifique as suas trapalhadas e malfeitorias sob a assertiva de uma cegueira ("não vi), um desconhecimento (não sei), ou um seríssimo problema auditivo (não ouvi). Prefiro um gestou público que veja, ouça e cuide da "res publica".

Não justificarei o meu voto sob um olhar essencialmente cristão, posto que se o fizer, dificilmente encontrarei candidatos em quem votar, menos ainda, candidato a presidente da República. Porém, dentro do possível, escolherei aquele que menos ofusque esses valores, ou que não esteja em guerra contra eles. Logo, se não for um verdadeiro cristão, que pelo menos seja honesto, e que não adote o "princípio" de que o fim justifica os meios - mesmo que fraudulentos, viciosos e contrários à moral e aos bons costumes.

O meu candidato a presidente deve pelo menos ter uma posição clara, sem tergiversar, sem mudar de ideia ao sabor do vento ou das circunstâncias. Não quero um(a) presidente que tenha como plataforma certas ações, como, por exemplo, a descriminalização do aborto, da maconha; que apoie a supressão da liberdade de imprensa e religiosa, mas que, durante a campanha, se veja na contingência de negar o óbvio para garantir a vitória nas urnas.

Sobretudo, quero um presidente que respeite a democracia, ou pelo menos a que temos, ainda que incipiente. Um presidente que não aplauda os irmãos Castro, Ahmadinejad, ditadores e genocidas da África, enquanto morrem as vítimas da sua insuportável tirania.

Não! Ainda que todos os pobres deste sofrido país se transformassem em cidadãos de classe média pela ação torta de tais gestores, à custa da supressão desses valores que prego, especialmente dos valores democráticos que garantem o Estado de direito, ainda assim eu os reprovaria sumariamente.

São por essas e outras que entre a Dilma do PT e uma barata, voto na barata. Todavia, como ainda resta uma boa opção, voto em José Serra.

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Para o Danilo Fernandes (Genizah) com carinho...




Caros amigos que visitam este blog, neste momento quero chamar a sua atenção para algo bizarro. Preparem os seus estômagos, limpem os olhos , respirem fundo e leiam a intervenção do DANILO FERNANDES em meu blog (aqui), em função de uma pequena crítica que fiz a um texto seu no Genizah . Cuidado, a cena é forte! Tirem as criancinhas de perto, pois o "escrito" é desaconselhável a infantes:



Danilo Fernandes disse...


Mamede,

Voce é um babaca! Chato ao extremo! Faça algo por si e larga a aba dos outros! Invejoso escroto. Pois bem, ao contrario das mentiras que voce postou ai, te dei uma boa razão para voce fazer seu mimimi. Nao sou obrigado a publicar as besteiras que vc escreve nos comentarios do meu blog.
Pronto, agora chora, me chama de mau e escreve um livro!
Foi a ultima vaz que te dei atençao... De agora em diante compre uma chupeta e trata desta hemorroida que te deixa intragável!

Danilo

Ricardo Mamedes disse...


Danilo,

Vou deixar os seus comentários por aqui, pois, ao contrário de você, eu não tenho nada a esconder.

A sua raiva é como fel e as suas palavras mostram exatamente quem tu és. Os seus xingamentos, por seu turno, retratam a sua falta de caráter.

Porém, meu caro, eu não usarei os mesmos termos chulos que você usa. Não. A minha educação não me permite fazê-lo, embora eu não tome "veuve clicquot milesimè de U$ 400 a garrafa" (sic).

Quanto a "reclamar e chorar", parece que não sou eu a fazê-lo. Você é quem está reclamando e chorando pelos cantos...

Você é um garoto gordo mimado, chorão compulsivo, expondo-se ao ridículo! Cresça!

Espero que você algum dia consiga ir além da superficialidade que lhe é tão peculiar, que aprenda a pelo menos escrever, a ter uma educação mínima, para, enfim, aspirar a ser apologeta.

Os seus xingamentos e as suas palavras de baixo calão irrogadas contra mim retratam a sua verdadeira personalidade e caráter. E mostra, sem sombra de dúvida, que você, Marco Feliciano e tantos outros com a mesma verve, se merecem.

Hasta la vista baby!

Ps. Espero que você tome a sua "veuve clicquot milesimè de U$ 400 a garrafa" (sic) com o seu "novo amiguinho" Marco Feliciano (hehehe).
Ricardo Mamedes.


ALESSANDRO DE JESUS CASTRO disse...


KKKKKKKKKK...E EU QUE ACHAVA O MALAFAIA ARROGANTE, JA PENSOU ELE FALANDO ASSIM DOS "CRITICOS" QUE NÃO FAZEM NADA...KKKKK. SE ISTO É SER APOLOGISTA F...

Danilo Fernandes disse...


Alessandro vai vc tambem pro mesmo canto!

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ela é "DILMAIS"!


Amigos, quem viver verá! Espero que vivam, mas que não vejam. Todavia, se for pra ver, que Deus nos ajude! Agora, vou lhes dizer uma coisa: eu estou preocupado DILMAIS!












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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Última resposta do Danilo (Fernandes) e para o Danilo (Genizah)




É com tristeza que encerro este assunto com um epitáfio: "Aqui jazz a inteligência se algum dia cá esteve; sobre ela se colocam a arrogância, soberba, dissimulação e tolice". Este epitáfio está escrito sobre a "lápide" da insensatez daquele que se quer "lúcido", "inteligente", "rico" e "importante" - quem puder que deduza.

Para responder ao degustador de veuve clicquot milesimè de U$ 400 agarrafa , eis que a minha triste pena voltou àquele blog, ao nefasto post, com o intuito sincero de trazer o estulto à razão, contudo, é com doloroso "lamento" que informo não ter sido feliz no intento. Vejam só a resposta do Danilo para este pequeno blogueiro, não incluído no rol dos degustadores de veuve clicquot milesimè de U$ 400 agarrafa:



Danilo Fernandes disse...


Mamedes, o assunto está encerrado. Neste espaço eu decido os limites. Não gostou, reclama com a bispo. Tenho mais o que fazer. Voce e este debate sao irrelevantes pra mim.

Eu, sinceramente, não reclamarei com o "bispo", nem com o papa e nem mesmo com você, caríssimo Danilo, degustador de veuve clicquot milesimè de U$ 400 agarrafa. Ficarei aqui ansioso , esperando que você cresça, que amadureça, que avance no conhecimento da verdade, ao ponto de verdadeiramente vivenciar o Evangelho de Cristo além da teoria, do muito falar. E que, finalmente, não valorize tanto o ter, mas o ser.

Aqui pra nós, seja sincero, diga a verdade, nada mais do que a verdade: - você toma mesmo veuve clicquot milesimè de U$ 400 agarrafa, ou somente disse a pérola para tentar impressionar a mim e toda a galera?

Penso, por fim, ser necessário deixar aqui o significado (superficial) da palavra abaixo, que talvez possa interessar na presente quaestio:

camaleão

s. m.
1. Réptil sáurio, de olhos grandes e salientes e língua protráctil! e pegajosa com que caça osinsectos! de que se alimenta. (A sua pele pode mudar de cor.)
2. Infrm. Fig. Pessoa que muda facilmente de opinião ou de conduta.
3. Bras. Cova de atoleiro.

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Resposta ao Danilo Fernandes do Genizah



Posso dizer que frequento poucos, pouquíssimos blogs na atualidade, mantendo-me estritamente na seara dos reformados, via de regra. Primeiro, porque não tenho tempo, e, segundo, por exigências pessoais quanto aos seus conteúdos.

Em razão dessas exigências, há alguns meses deixei de frequentar o genizah do Danilo Fernandes. Sou um crítico por natureza e gosto de polemizar, e em razão dessa minha característica, consigo suportar também as piores críticas. Ora, são os ossos do ofício! Como dizia o Vicente Mateus, "quem entra na chuva é pra se 'queimar". O Danilo Fernandes, por seu turno, ama criticar a tudo e a todos, mas não consegue conviver com críticas quando elas se voltam contra a sua pessoa.

Pois bem, depois de longo tempo voltei recentemente ao Genizah e ao brilhantíssimo Danilo Fernandes para comentar, 'en passant', um texto onde ele estranhamente alivia com o Marco Feliciano (aqui) depois de longos e contínuos embates com o referido pastor. Sem mais delongas, reproduzo abaixo o meu comentário àquele texto:

... De fato, as pessoas são muito, mas muito dinâmicas. Ah como mudam...!

Eu pergunto: bastou uma única "entrevista" com o Pastor Marco Feliciano para que houvesse uma mudança assim tão abrupta Danilo? Engraçado é que essa sua mudança veio, pelo menos formalmente, hoje, dia 04 de outubro, após a eleição do antes famigerado (in)Feliciano.

Eu diria que o poder às vezes é capaz de amolecer os corações mais empedernidos... Ou não? Hehehe.

Ps. E, por favor, publique este comentário.

Ricardo.

Mamede, Eis que voce aparece por aqui.

Vamos por partes: (1)Esta dito por escrito 3 vezes. falado na entrevista duas vezes que eu não vou pegar leve com ninguem. (2) Eu conversei algumas horas com o Feliciano, não foi apenas esta entrevista. Na verdade há mais material particular. (3) Como disse, e ele confirma, me ofereceu trabalho de consultoria em marketing. Eu não aceitei, mas poderia. (4) Mamede eu não me vendo, se não deu para voce percebe, além de carater, não me faltam: bons relacionamentos, inteligencia, dinheiro e talento no que faço para sempre manter em qualquer coisa que eu faça um "tô fora" no final do túnel.

Eu sei que inveja bate mesmo. Mas passa meu amigo. Ora que passa.

Eu botei o Marco em saia justa e ele se saiu bem. Arranquei o que deu para arrancar naquelas cisrcusntancias. Eu agi como sempre faço. Usando de humor e sarcasmo. Coisa de gente inteligente.

Mas ligue não. Vou ao programa dele e pergunto mais: O que voce quer saber, diz pra mim?

Leia o post alem do vídeo. Veja o cenário todo. Eu naõ estava ali de passeio na feira não camarada, tava trabalhando e muito. Tinha uns dez clientes lá.

Tambem não demorei a divulgar o video de porposito não meu caro. Isto fico a cargo da Creio que tentava limpar o som.

O status do deputado Feliciano não me seduz. Acabei de fazer 4 campanhas eleitorias e elegi dois federais e uma estadual.

E só para terminar, porque hoje eu estou de muito bom humor, pois ganhei muito nesta eleição, vou te contar que ouvir do Feliciano que o Genizah fez ele pensar e largar a teologia da prosperidade foi o máximo. Melhor ainda: Os tais videos, que me xingaram tanto por eu estar "brincando com o ES" eram mesmo fake.

Mamedes, sou um cara realizado, na risada, no bom humor, mudei algumas coisas importantes. Como disse o Pr. Altair, agora paradigmas intocados estão no chão.

Sabe Mamedes, não sou dono da verdade e erro. Feio. Errei com o Severo porque fui de um blogueiro babaca e bati demais no cara. Me arrependi e pedi perdão a ele. EM silencio, só eu e ele. Como tem de ser.

E você até hoje, guarda este ódio todo, esta vontade de ser estraga prazeres.

Mais tarde, quando abrir a minha veuve clicquot milesimè de U$ 400 a garrafa, para comemorar mais esta, lembro de voce e brindo a sua felicidade.

Abração


Danilo

Pensando bem, a resposta do Danilo acima transcrita é autoexplicativa e prescinde de outros quaisquer comentários ou explicações. A palavra escrita conta a história de quem a escreve, desenha a sua personalidade e caráter, ainda que sob as dissimuladas máscaras (etéreas) com as quais se cobrem. Logo, a resposta do Danilo Fernandes à minha pequena crítica conta quem ele é. Contudo, vejamos rapidamente algumas características que emergem da pérola:

1) autoexaltação - o apologista é célere em propagandear as suas "qualidades/capacidades", assim entendidas, o dinheiro que tem, as "riquezas" que possui, o que amealhou nesse pleito político com a sua consultoria e, supremo "bom gosto" , a marca da champagne que bebe, acompanhada do preço da bebida em $; tudo com o intuito de desqualificar o opositor.

2) tentativa de desqualificar o interlocutor com ' argumentus ad hominen' :

  1. Ad hominem (abusivo): em vez de atacar uma afirmação, o argumento ataca pessoa que a proferiu.
  2. Ad hominem (circunstancial): em vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para as circunstâncias em que a pessoa que a fez e as suas circunstâncias.
  3. Tu quoque: esta forma de ataque à pessoa consiste em fazer notar que a pessoa não pratica o que diz.
Com efeito, o grande apologista das massas preferiu atacar-me a atacar o meu argumento, tachando-me de invejoso, ressentido e estraga-prazeres, sem, porém, explicar a origem de tamanho sentimento de rejeição que nutro contra ele. É a mistificação própria daqueles que não possuem bons argumentos, que sejam bem fundamentados, ou assentados em verdades.
Certamente não tenho contra o Danilo Fernandes qualquer sentimento negativo daqueles alinhavados em seu comentário tão "subversivo" e exaltado. Nadinha. Tão somente processo na minha mente o que leio, julgando bom ou ruim, verdadeiro ou falso. E às vezes critico.
Quanto à propalada inteligência tão "esmeradamente" propagandeada, é melhor que o apologista cuide das letrinhas, da concordância e regência, da ortografia, etc, a fim de que os seus escritos - a teor do citado comentário em epígrafe - não o desmintam. Trate, pois, as palavras, com o zelo que elas merecem e requerem, para que a realidade não desminta o marketing. Mesmo porque, as normas vigentes, especialmente o Código do Consumidor, sancionam a propaganda enganosa.
Quanto ao tolo, uma vez tolo, sempre tolo.
Ps: eu deveria mesmo seguir o conselho de um grande amigo e deixar sem resposta, mas sou mesmo rebelde...

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