sexta-feira, 8 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Um (O) evangelho nada "Feliciano"

terça-feira, 29 de março de 2011
Cessacionismo, carisma, novo calvinismo e a "crítica"

sexta-feira, 25 de março de 2011
Uma igreja carismática?
É possível que o tema colocado neste post possa despertar a curiosidade de alguns, especialmente dos protestantes, sejam eles pentecostais ou tradicionais - e aí permito-me não usar a nomenclatura "evangélico".
E que todos vivamos em paz.
Continue lendo >>domingo, 20 de março de 2011
Lembranças , lamentos e um novo dia
quinta-feira, 17 de março de 2011
O "velho" e o "novo" calvinismo

quinta-feira, 10 de março de 2011
Sobre teonomia e antinomistas

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Sobre teonomia, Lei e Graça (II)
Consoante o que foi afirmado no último texto, é mesmo espinhoso dialogar com os “teonomistas”, a uma, porque eles não conseguem trocar idéias, uma vez que as suas peremptórias intervenções se pautam pela unilateralidade, e, a duas, por se sentirem investidos de algo como uma “delegação divina” , especificamente no sentido de trazerem de volta a “Lei mosaica” com a sua aplicação literal às relações humanas atuais. A ideologia hermética, o “purismo” me remetem a outro tipo de fanatismo, como aquele que levou a sociedade alemã a apoiar o homenzinho do bigode ridículo, ou, no sentido religioso, os muçulmanos adeptos do Islã. O fato é que sempre há um motivo, por mais estapafúrdio que seja, a direcionar pessoas a cometerem danosos atos em nome da “fé” – ou daquilo que acreditam ser a vontade de Deus.
Não dou à teonomia o sentido de heresia que os seus defensores querem me impor, ou impor a todos aqueles que pensam diversamente deles. Sou teonomista no sentido de reconhecer o governo de Deus sobre a humanidade, acima de toda a criação, exatamente pela sua condição de transcendência. O Criador certamente governa, sustenta e mantém o universo, criado por Ele unicamente através da sua vontade e do seu comando (haja luz...).
Quero crer que a “Lei de Deus” vai muito além da lei mosaica. Enxergo essa “Lei” nas relações humanas travadas entre santos e ímpios, em toda a providência sabiamente usada pelo Santíssimo em direção à plena e cabal execução do seu decreto eterno. Essa “Lei”, a meu ver, está contida nas mais ínfimas e “insignificantes” ações humanas até às mais sublimes; desde os grandes feitos registrados por brilhantes personalidades da História universal até a primeira palavra pronunciada por uma criança em tenra idade. O império de Deus está sobre este mundo como um amálgama, vinculando pessoas, coisas, eventos, catástrofes, enfermidades, dores, alegrias, vitórias, derrotas, justiça, injustiça, etc.
A pequena semente quase microscópica na sua admirável transformação a germinar e a tornar-se árvore, a flor a desabrochar, o ritmado flanar das asas do pássaro em voo, a suave brisa refrescante que sopra sem “motivo”, as ondas do mar em seu eterno movimento de ir e vir, tudo remete à “Lei de Deus”. Aos “teonomistas”, essa minha digressão parecerá despropositada, bem sei.
A capacidade do homem em se organizar política e socialmente, bem como a autocensura que se impõe por intermédio da criação de leis capazes de lhe arrefecer a maldade e garantir-lhe direitos, obrigações e restrições à sua liberdade são a prova cabal de que o Altíssimo influencia toda a sua criação, impondo a sua “Lei”, ainda que não o faça “diretamente” pela via da aplicação da lei mosaica, como querem os “teonomistas”. Dou, pois, à teonomia, um sentido muito mais amplo.
Imagino que as leis que criamos por intermédio dos nossos representantes nas Câmaras, Assembléias, governos - democráticos ou não - são uma extensão da “Lei de Deus”, providencialmente usadas por Ele em prol dos seus desígnios secretos e eternos. Não concordo que a “lei mosaica” seja a única expressão da Lei de Deus, ou que tenha permanecido imutável, estagnada, tal como ditada a Moisés no deserto. Certamente que há mesmo uma progressividade da revelação.
Para a consecução da graça comum, quero crer, Deus usa pessoas, coisas e ações; usa as leis dos homens, influenciando nas suas vontades, dirigindo-lhes os “passos” a fim de garantir o resultado eternamente decretado. Nesse diapasão, afiançar a exclusividade da lei mosaica, ou lutar para a sua aplicação única, é querer impor a Deus, por via transversa, a vontade do próprio homem. É semelhante a restringir a ação de Deus ao próprio “achismo” dos defensores ferrenhos da teonomia.
Com temor e tremor eu jamais me arriscaria a afirmar a exclusividade da lei mosaica. E, mais do que isso, crendo na progressividade da revelação, no dinamismo que o próprio Deus infundiu ao homem e à sua criação não posso aceitar o regramento literal da lei mosaica para a atualidade, pois não creio em um Deus anacrônico. Creio, ao contrário, no Deus que move a sua criação ordenadamente, com criterioso cuidado, infundindo-lhe conhecimento e vontade para melhorar e adequar o regramento inicial, ainda que resguardando o modelo, o princípio moral e ético.
Afora a graça comum, Deus toca alguns, regenerando-os, transformando-os, fazendo com que “nasçam de novo”. E são estes que terão a incumbência de “salgar a terra” através da Luz de Cristo. Creio na influência dos regenerados a testemunhar Cristo muito mais do que a imposição da lei mosaica por si só. A influência benéfica desse “remanescente fiel que não dobrou os joelhos a baal” é que fará a diferença e não as pedras dos apedrejadores. Ademais, temos leis e temos Deus no comando das mentes daqueles que pensam o processo legislativo. Vale dizer que Deus tem vontades imediata e mediata, sem que a providência possa mudar o seu decreto eterno.
Enfim, sem entrar no mérito de graça e lei e reconhecendo que os “teonomistas” dão mesmo um significado diferente a ambos, ainda assim fico com a graça, exclusivamente para ser sal da terra, pregando o Evangelho de Cristo e influenciando a muitos, e, com isso, reafirmando os valores cristãos a toda criatura.
Aos que querem impor a Lei mosaica, felicidades.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Sobre teonomia, lei e graça

Afirmei em epígrafe o meu silêncio nada recalcitrante, uma vez que a minha posição é clara e conhecida. O silêncio até o momento se deu em razão de um certo cansaço das longas discussões e de extensos arrazoados recheados de pouca ou nenhuma substância capaz de "destronar" essa minha convicção contrária.
São muitos os textos bíblicos que me convencem a cada vez mais distanciar-me da ideia a respeito de uma teonomia que defende a retomada da lei mosaica, ou simplesmente da "Lei", para ser aplicada à sociedade como um todo. A mim, cheira como puríssimo e "refinado" legalismo.
Se a lei é "boa" - e é , pelo menos sob o ponto de vista ético e moral - daí a instituí-la como força coercitiva estatal demanda hermenêutica completamente torta e tortuosa. Logo, teimo em contradizer os defensores da tal teonomia acusando-os de superficiais em sua "interpretação" (sei que estou correndo enorme risco ao fazer tal afirmação).
Concordo com os teonomistas até um certo limite: a Lei foi mesmo instituída por Deus e é boa, exatamente ao convencer-nos do juízo e do pecado. Parafraseando Paulo em Romanos 2, não fosse a Lei, o pecado nem mesmo existiria, uma vez que não haveria preceitos a evidenciá-lo:
Com efeito, é exatamente neste ponto que reside a incongruência do raciocínio dos teonomistas, uma vez que a Lei é o instrumento único e insubstituível para evidenciar o pecado e tornar culpáveis os que serão julgados sob a sua pesada égide. Quanto a nós, justos, o somos não por cumprirmos à risca a Lei, o que nos é completamente impossível, mas porque, à parte dos nossos tantos pecados e iniquidades, fomos justificados pela obra redentora de Cristo na cruz do calvário. Logo, a Lei não mais nos escravizará, conforme está escrito:
Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina (1 Timóteo 1:8-10).
A raciocinar com os teonomistas, a Lei, então trazida para a esfera estatal institucionalmente, forçará justos e justificados, ímpios e crentes, eleitos e réprobos. Novamente será estabelecida a velha aliança e voltaremos aos rituais e aos holocaustos; verteremos sangue de bois e ovelhas nos novos altares sacrificiais. Enfim, ainda que os argumentos dos teonomistas sejam aparentemente alicerçados na Palavra, o legalismo por eles defendido fará submergir a graça.
A pergunta que teima em aflorar é: por que a sanha em restabelecer a Lei quando se tem a graça? Ora, se o maior bem que o cristão possui é a salvação, trazida pela graça, qual a necessidade da Lei? Os teonomistas responderiam que a Lei traria "equilíbrio" à sociedade, que seria " a Lei de Deus" aplicada ao homem, etc, etc. Tantos outros argumentos surgiriam e se materializariam, e ainda assim eu os refutaria dizendo que a "Lei", mesmo sendo boa e justa, não se aplica a justificados através do sangue de Cristo vertido na cruz do calvário.
Entretanto, se a lei não tem o condão de justificar quem quer que seja, mais ainda aqui, no âmbito dos justos, dos filhos adotivos em Cristo Jesus, dos eleitos, por que querê-la? Com essa assertiva, veremos o que mais nos diz o Apóstolo Paulo, verbis:
“Nós, judeus de nascimento e não ‘gentios pecadores’, sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado. “Se, porém, procurando ser justificados em Cristo descobrimos que nós mesmos somos pecadores, será Cristo então ministro do pecado? De modo algum! Se reconstruo o que destruí, provo que sou transgressor. Pois, por meio da Lei eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu inutilmente!” (Gálatas 2:15-21).
Volto a perguntar, se, pela prática da Lei, não somos e jamais seremos justificados, pois o somos exclusivamente por meio da graça, mediante a fé em Cristo Jesus (Efésios 2:8-10), por que a defesa 'encarniçada' da Lei, se não por um sentimento de "santa" vingança, ou, quem sabe, para que os teonomistas sejam os "detentores" da ira divina ao terem para si delegada a "vontade de Deus?"
Fico pensando cá com os meus botões que se a ordenança divina é para que "ajuntemos tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem corrói, e onde os ladrões não escavam nem roubam" (Mateus 6:20), por que lutar tanto para a imposição da Lei sobre este mundo caído e miseravelmente corrupto, a ser exercida por seres igualmente miseráveis, senão por um desejo carnal e indefensável de poder? Sim, a mim se apresenta como a mais inconteste demonstração de carnalidade, pois, uma vez possuindo a graça salvadora, qual a necessidade de se buscar a imposição da Lei? Quando se tem o "principal", por que querer também o acessório, quando para tê-lo é mister que se renuncie ao principal?
A mim, parece impossível vislumbrar qualquer glória a Deus na imposição da Lei, ainda que com o intuito de equilibrar as relações humanas. E, sendo assim, se o ato humano não glorifica a Deus, sob a ótica cristã, que seja maldito (1 Coríntios 10:31).
Novamente parafraseando Paulo eu lhes perguntaria:
Ó insensatos 'teonomistas'! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? (Gálatas 3:1-5).
Espero que os defensores da tão propalada teonomia estejam prontos à plena obediência da Lei, pois está escrito:
Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las" (Gálatas 3:10).
Finalmente, quero repetir que a Lei é boa, muito boa, por isso quero tê-la escrita em meu coração, testificando juntamente a minha consciência, e os meus pensamentos, quer me acusando quer me defendendo (Conforme Romanos 2:15).
E que Deus faça superabundar em nós a sua graça, para honra e glória dEle mesmo!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Um diálogo - Sr. White, Sr. Black, Sr. Grey
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Pequeno desabafo sobre grandes fraquezas

A vida cristã é uma caminhada longa, permeada de espinhos, uma trilha quase inacessível. Por vezes nos alegramos ao imaginar que a trilhamos bem, outras vezes, sequer acreditamos que ainda permanecemos nela, mais parecendo que pegamos o "atalho" que nos leva à via larga e bem pavimentada.
É doloroso, pelo menos comigo, observar que ainda estou a cometer velhos erros quase relegados ao esquecimento, conquanto pensasse que já havia ultrapassado essa "fase". Por quê? Por que ainda os cometo se tenho Cristo na minha vida e sinto-o constantemente a "acordar" a minha consciência outrora entorpecida?
E então me dou conta que a velha natureza está aqui latente, bastando um pequeno "cochilo" para que ela volte com a sua antiga sanha. Sinto claramente a batalha travada constantemente com esse "eu" teimoso, essa carne maldita, contaminada pelo pecado. Os erros de outrora aflloram, o "espinho" começa a latejar na carne, a fúria e a ira vencendo o equilíbrio e a temperança... E então penso, logo após a descarga, o rompimento do dique de emoções que escoam (e ecoam) pela boca em duras palavras: miserável homem sou!
Não é preciso que me digam nada, nem que seja confrontado com o pecado, passada a fúria, pois eu mesmo me encarrego de esbofetear-me, rugindo intimamente contra a intemperança. E não há tapa que doa mais do que aquele que damos em nós mesmos.
O pior de tudo é sentir que se retrocedeu na vida cristã, um sentimento de retorno à estaca zero que nos faz duvidar do caminho que antes seguíamos: - por onde sigo, é esta mesmo a estrada ou me embrenhei por estrada errada?
Por que não resisto ao latejar da ira se sei previamente que o resultado será amargo? Por que sentimentos sepultados, condutas dessarraigadas teimam em brotar dando ensejo ao antigo homem?
Novamente me dou conta que sou nada! Vejo claramente que o controle que pensava ter cai por terra diante da mínima provocação, quando abandono a dependência necessária, quando imagino que sou autossuficiente , esquecendo-me de recorrer à bondade e misericórdia do Criador. Nesses momentos, passada a tempestade - como agora - eu me envergonho profundamente de me declarar cristão. Aliás, quase chego mesmo a duvidar disso...
Quando busco o bem por minhas próprias capacidades, quando tento caminhar sozinho, tropeço, retornando à certeza de que a minha justiça não passa de trapo de imundície. E torno a me enxergar pequeno e miserável, e a imagem que vejo refletida no espelho da minha mente é feia , quase horripilante. Sou nada! Parece que todo o caminho longamente percorrido não passa de alguns insignificantes metros. Em alguns momentos, sinto como se tivesse andado em círculos, voltando ao ponto inicial...
O bem que quero não faço, mas o mal que não quero...
Há pouco li num blog de um amigo que é muito fácil debater aqui neste mundo virtual, pois, ainda que os ânimos se exaltem, há uma linha imaginária demarcada, que as pessoas não querem e sabem que não devem ultrapassar, salvo raras excecões. Na vida cotidiana é que o "fruto" será percebido ou não. É lá que os espinhos serão mais certeiros. E a resistência duramente conseguida pode ser, em um momento, destruída. Cedem os diques, prorrompem as águas a levar consigo tudo o que vem pela frente. E basta um único momento assim para nos trazer desânimo e incertezas
Passada a tormenta, ainda que desesperados, desanimados, desvanecidos, faz-se necessária a reconstrução.
Nesses momentos, o melhor é lembrar novamente dos conselhos do apóstolo: quando sou fraco é que sou forte, pois é na fraqueza que sou aperfeiçoado - ainda que duvidemos disso.
Quando a minha segurança está alicerçada nas minhas próprias forças, mesmo que inadvertida ou involuntariamente, Deus me faz lembrar que fora dEle tudo é efêmero, fugaz, etéreo. Eis que me volto para Ele pedindo misericórdia: tenha misericórdia de mim SENHOR!










