quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A ira de Deus


Ultimamente estamos acostumados a uma pregação completamente paternalista no que tange ao Criador. Os pregadores vêm anunciando um Deus somente de misericórdias e benesses.
Quase nos esquecemos que o Todo Poderoso exige de nós compromisso, responsabilidade, busca de santidade. Enfim, que sejamos "imitadores d'Ele" como Paulo sabiamente asseverou.


A confusão se estabelece mais ainda na medida em que a própria Bíblia nos mostra o Soberano através de uma linguagem antropomórfica, fazendo-o parecer conosco em sua essência, e isso não é verdadeiro. As características de Deus são únicas, Ele é um ser indevassável. Seus atributos são somente seus. Sua capacidade é única e Seu poder não encontra paralelo no mundo, no universo ou em qualquer dimensão do Cosmos, ou fora dele. Deus é Deus, ou, conforme Ele diz, o "Eu sou".


Todavia, Deus se ira contra a injustiça humana nascida do ímpio, este, separado d'Ele, divorciado da Sua vontade e da sua misericórdia, porque ainda imerso no pecado e "destituído da sua glória" (Romanos 3:23).


O dia da sua ira será terrível e a sua indignação é Justa, pois Ele é justo e Santo. Deus não ama o mal, tampouco o criou, uma vez que é o Ser perfeito. Porém, o próprio Davi, ao pecar terrivelmente contra seu Deus, seduzindo Bate-Seba, a mulher do seu leal soldado (2 Samuel 11:2-4), temeu sobremaneira a Sua Ira.


Sem dúvida, "horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:31). E é certo que Ele também diz: "a mim pertence a vingança; eu retribuirei" (Hebreus 10:30g).
Em 1741, na cidade de Enfield, na Nova Inglaterra, o pregador Jonatham Edwards, alinhavando o sermão intitulado "Os pecadores nas mãos de um Deus irado" asseverou que 'o homem natural está seguro na mão de Deus sobre a cova do inferno', para demonstrar e convencer os fiéis a fugirem da ira vindoura, aceitando Cristo.


Na mesma vertente o Apóstolo Paulo igualmente insistia que o dia da ira é também o dia da "revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento (Romanos 2:5-6). O próprio Jesus disse que "aquele servo, porém, que conheceu a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites" (Lucas 12:47).


Logo, não se pode imputar a Deus qualquer injustiça, uma vez que a desobediência do homem é voluntária, opcional. Ele escolheu não crer, por isso mesmo recebe o juízo de condenação: "E o julgamento é este, que a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (Jo 3:18-19).


A conclusão a que se chega é que ao homem apenas cabe crer em Jesus para ser salvo. A escolha é dele, que tanto pode aceitar a graça como rejeitá-la. A promessa do céu é verdadeira, pois é a recompensa do justo, mas o ímpio herdará o inferno e será jogado no lago de fogo após a segunda morte por ter rejeitado e escarnecido o Deus vivo, desacreditando no sacrifício do Cordeiro

2 comentários:

théomendonça disse...

Muito bom!
Os evangelistas atuais usam as 4 leis espirituais para decretar mais um no reino. Trocam o novo nascimento, arrependimento e confissão por uma simples declaração de que aceitam Jesus como Salvador. Algom mais precisa acontecer, a Bíblia é clara, "tem que morrer e nascer de novo"

Ricardo Mamedes disse...

Obrigado pastor. Concordo plenamente com o Senhor. É que os pregadores "emergentes" adoram superficialidades. Negam-se a penetrar no âmago do evangelho, pois aí Cristo aparece... e aparecendo Cristo, diminui o pregador. E convém que nós diminuamos enquanto ele aparece. Obrigado pelo comentário, extremamente propositivo.

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